
•Eu andava pelas ruas de uma cidade parada como uma deficiente visual que costuma perceber carros próximos apenas pela audição, tinha medo de olhar para os lados e perceber o quão era grande a minha solidão e o quão escuras e cinzentas eram todas aquelas ruas ao meu ver. Eu que costumava procurar nas poucas vezes que olhava para aquelas luzes artificiais algo de calor, algoo que me transmitisse um pouco da beleza daquela lua que já não olhava mais pois lembraria de ti. Eu desatenta andava por todos aqueles lugares sem cores sem vida sem sentimentos e não encontrava razão para isso.
•E eu que com medo da chuva me refugiava em áreas cobertas lugares escuros, e dependendo da força daquela chuva me escondia nas árvores que me defendiam deixando escorrer apenas algumas gotas daquela chuva que por vezes camuflavam minhas lágrimas, estas por suas vezes eram contidas até quando eu conseguisse, e por enquanto que tudo estava lá guardado, arranhava-me por dentro como se engolisse espinhos, feria minha alma como se começasse a morrer por dentro desde o mais fundo da minha alma enquanto aquela dor se alastrava por todo resto até que me impedisse a vida.
•Eu que costumava esconder sorrisos, costumava fechar a porta para qualquer sentimento tentando me tornar impermeável a qualquer tipo de manifestação de moções, costumava me mostrar forte diante do que me aparecia, mas que a noite tinha medo do escuro e tinha medoo de seus sonhos, medo do que eles poderiam representar, medo do que eles poderiam querer lhe falar, como se seus sonhos lhe dissessem "Agora eu estou no comando" e medo de não acordar.
•E eu que costumava acreditar que tudo poderia dar certo apenas entendii que tem coisas que simplesmente não são pra dar certo, acreditava que sim eu poderia ultrapassar limites, desacreditei quando me foi esclarecido que tem coisas que não dependem da minha vontade de vencer e lutar tem pessoas que já conseguiram essa impermeabilidade bem antes de mim.
•E eu que costumava te olhar de longe por medo de te tocar, eu que costumava conversar de longe pra não olhar nos teus olhos e não ter que ver que eles pediam a mesma coisaa que os meus, eu que preferia não acreditar em tudo que me dizia pra não ter que me entregarr, eu que preferia acreditar que minha razão era maior que a minha emoção e por tanto esta razão estaria sempre certa.
•E finalmente eu que fui vencida, eu que não acredito mais tanto no que eu sou capaz, eu que sou apenas um ser humano qualquer, com apenas uma diferença, um pouco mais fraca e que se acha forte de mais, eu que entrego todas as minhas cartas no início do jogo, e que dou-me vencida em mais esse. Eu que entrego a minha vida a o que tiver que vir, eu que não vejo mais todo aquele brilho das estrelas que um dia tu me devolveste a coragem de olhar e eu que já não vejo mais sentido em ser eu!
[/desculpem os possíveis erros ortográficos~
Mrs.Confusion
Nenhum comentário:
Postar um comentário